terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu ando tão down e calma e perigosamente entorpecida e.

- Vem que a noite a se aproxima, que o vento tornou-se muito frio lá fora, que.
Mas ela quer discutir, ela quer manter as coisas no lugar desconstruindo as indas e vindas desse relacionamento. Eu vou te desconstruir, ela diz.
- vem, meu bem, sem dar socos no ar – respondo-lhe sorrindo.
Ela diz vamos resolver tudo primeiro, temos que conversar, não se pode fingir que não há nada de errado.
E eu cansada assim de ter de resolver algo que já está resolvido, adoeço na vertigem de sentir-me só noite adentro.
Porque detesto fazer caso do que tem de ser tão simples, canso no meio dessas discussões, as mesmas entrigas mesquinhas que nos fazem andar em círculos.
Explica-me, andar em círculos pra quê quando não se está dançando?

E esse amor aí todo luminoso, querendo e brigando por espaço no quarto adormecido, deitando-se ao meu lado levianamente, é como abril despedaçado, é como uma nuvem que não chove nesse mundo de lágrimas temporárias, lágrimas de riso quero dizer.

4 comentários:

Anônimo disse...
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Aline C. Lovatel disse...

O amor não briga por lugar. Ele simplesmente é, simplesmente está. E quando está, a vida toda é que abre espaco pra ele fazer dela o que quiser. :)


*Havia esquecido de logar.

Aline disse...

a quem ajudar possa:

"..Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. E sabe Deus o que é que desencadeia uma catástrofe, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe...Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...Outras vezes senta uma mosca e dasaba uma cidade.."

[Quintana]

Gisélle disse...

Nossa... chuva de sentimentos!!! by Mimi.