sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

sábado, 24 de outubro de 2015

atente-se, meu anjo

este é o ponto de partida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

super nada


alguma vez saímos da estaca zero, coraçãozinho vacilante?
- não, dona.
- como eu supunha.

(...)




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Lição das últimas 6 horas

Quando estou certa devo ser humilde e pedir desculpas para não ofender o ego alheio.
Quanto estou apressada, não devo confiar em apenas 2 revisões mas 4.
Quando tenho razão no campo amoroso é porque está na hora de desapegar dos sonhos.
Quando estou sonhando só, estou só sonhando.
Não devo confiar em fulana.
Devo prestar atenção no vômito exacerbado de quem sempre diz que não tem nada contra mim, mas.
Não posso contar com laços consanguíneos.
Não devo esperar mais de meu amigo do que ele pode dar.
As minha impressões tem estado corretas.
Ter razão nem sempre é bom.



sábado, 5 de setembro de 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado...

Superlua

A Lua atinge seu perigeu cerca de 1 vez sempre que completa a sua órbita elíptica em torno da Terra, que demora cerca de 27 dias. Em média, a Lua está a 384.311 km da Terra, mas no perigeu está a 363.396 km.

Embora a Lua atinja seu perigeu regularmente, isso não significa que uma vez a cada 27 dias teremos uma superlua, uma vez que o fenômeno requer outra condição: a lua deve estar em sua fase cheia. O perigeu da Lua deste mês vai trazê-la para exatamente 358.289 km da Terra, número que será batido apenas em 28 de setembro deste ano com 356.876 km de distância.
Nós não veremos outra superlua como a de setembro até novembro de 2016.


- Você quer namorar comigo?
- Amor, eu sempre namorei.

Fonte:  Superlua aparecerá nesse sábado, acessado em 31/08/2015. Disponível em
http://misteriosdomundo.org/superlua-aparecera-nesse-sabado/

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

segunda-feira,17 de agosto de 2015.

Durante algum tempo houve um grande recesso em minha produção escrita. Os anos que se sucederam após o vigésimo segundo aniversário, marcados por uma escassez da criatividade, uma falta de vontade, passos perdidos, olhos vidrados em uma vida vazia. Muitas coisas mudaram então. Às vezes sinto que somente o amor provocava em mim essa profusão de palavras. Uma escrita sem regras nem precedentes, essa soltura por vezes amargas, eu sei, agora que revejo cuidadosamente os escritos passados.
O fato é que até início do ano passado, na altura dos meus vinte e cinco anos, procurei motivo pelo qual escrever. Dedicava-me ao garimpo da palavra, intentava fórmulas e desfechos ensaiados: tudo para não evidenciar essa perda terrível que um amor tatua na gente. Contudo, jamais falei de mim abertamente. Utilizava palavras para dar voltas. 

Nesse antigo hábito da escrita que eu tinha, cheguei mesmo a acender um cigarro que ficou repousado e queimou feito incenso no cinzeiro, tornando ainda mais ocre o criado mudo. 
A essa altura, eu já havia largado o tabaco e a escrita. Não havia a menor vontade de repetir os gestos dos anos anteriores. 
Ademais, eu tive dois brandos amores nessa esfera da impossibilidade na qual parece orbitar sazonalmente o meu coração. Sei que tentei muito falar deles quando treinava a escrita. Dizia tudo por entrelinhas, sob regime de censura a que eu comandava meu coração, enquanto somente uma antiga dor tornava-se cada vez mais morna aqui dentro. Isso ou era a vida que eu vinha levando. 
Quando falava dos amores impossíveis, escrevia sobre os olhos marejados de Teodoro, do sorriso enlouquecedor de Luiza. Não é verdade que sejam estes seus nomes, mas se tivessem outros para chamar na calada da noite, eis que eu não os sussurraria de nenhuma outra maneira, sob nenhuma outra entrega.
Quanto a Luiza, se eu tentar escrever acerca dela, direi sempre que eram seus longos cabelos, apesar do branco sorriso, que roubavam a cena. Caíam soltos pelo busto e contornavam os seios, voluptuosos. Direi que fecho os olhos e me lembro que nessa espera para retomar o discurso dos amores impossíveis, eu os notava cálidos, cheirando a rosas amuadas entre um olhar e outro. Os dois amores. Confesso, não sabia se Teodoro me queria de fato, mas sabia que olhava para Luiza com intensidade. A cena era comovente. O olhar singelo que eu devotava em tardes de café. 
Mas os cabelos de Luiza. Ah o sorriso de Luiza. 

Teodoro, não. A voz abafada por debaixo da barba espessa era tranquilizante. Não, Teodoro já era calvo. O corpo magro rendido ao cansaço do vento enraivecido. Tão frágil, tão viril. Eu devia tê-lo dado as minhas mãos para segurar na ansiedade das tardes que se punham. Apenas posso supor as linhas macias e seus dedos nodosos - também fugi deles incessantemente. Cerro minhas pálpebras e ele está estampado diante de meus olhos ávidos.
Rústico, elevava o peito num suspiro oprimido e olhava-me, também, é verdade, sorrateiro com seus cílios alongados. Ajeitava a barba, supunha, decerto, que melhor seria mantê-la reta, puxava-a então: movimentos repetidos e cautelosos. Ah, homens e seus cílios negros, como retém os meus desejos mais sinceros.

Mas o tempo passou e abrandou o que já era morno. As palavras ensaiadas não produziam textos de efeito, enterrei-me no trabalho e guardei todos os meus escritos. Soltando algumas mediocridades nesse tempo.

Penso hoje no amor que tive. Naquele que me tatuou - apesar de minha certa aversão por tatuagens. Deixa eu explicar de novo, daqui a 56 dias completarei vinte e sete anos. Amei muito nesse tempo e fui muito amada também. Tudo bastante sincero e dedicado dentro do que me cabia. Mas quanto a este amor sobre o qual penso hoje, reflito com essa luminosidade que me rodeia: não se trata de como sentíamos, de como eu era amada ou o julgava ser, mas principalmente de como eu me entreguei naquele tempo compartilhado.
Claro, possibilidade esta que está intimamente relacionada com a permissão do outro, com a entrega e com o encontro. Quero dizer, já quis me entregar antes. Houve momentos em que eu gostaria de ter ido mais fundo em meus relacionamentos posteriores, outros em que gostaria de receber mais permissão para isso. Por um motivo ou outro, isso só me foi possível uma vez.

Quero dizer, deve ser isso quando dizem que só acontece uma vez na vida. Apesar de que relacionam ao amor em si - e sou contrária a ideia: amei com intensidade a quem esbarrei no caminho - concordo no ponto em que até agora foi a única vivência de entrega inocente que me ocorreu. E não havia substância alguma para a permanência naquilo. Aliás, recordo-me agora nitidamente, eu queria muito cair fora. Eu queria muito não amar enquanto amava paradoxalmente. Lidei de forma que jamais vivera até então: era alguém que já tinha a outra pessoa. Um verdadeiro triângulo amoroso, com direito a toda dor e caos existentes.

Agora, nessas andanças em círculo da vida, que gira a tal da roda da fortuna, eis que me vejo ali novamente. Não falo de Teodoro e de como ele se tornou desinteressante com o passar do tempo, tampouco da boca trêmula de Luiza. Nem mesmo falo daquele amor que dizia sentir.
Segunda vez na vida em que me falta o ar, e me obrigo a viver uma vida às escuras. 
Parece-me, é verdade, quem alguém zomba desse coração esmiuçado. 



domingo, 19 de julho de 2015

see you soon

é preciso, antes de tudo, quebrar todas essas máscaras humanas que nos separam os lábios.

domingo, 12 de julho de 2015

Re-play da memória póstuma

when you come close I just tremble
and everytime, everytime you go

it's like a knife that cuts right through my soul
only love, only love can hurt like this

trinta dias sem ela.

Restam
vinte e cinco espaçados dias.
veinte y cinco longincuos días.
twenty five far far far days

25 mortes diárias
25 mortes noturnas
25 gárgulas a me arranhar o parapeito da janela, donde espero brilhar a chegada dela
e mais ninguém

A criança chora,
mia a gata lânguida,
urram os vizinhos medonhos
redemoinha o vento,
vai longe o carteiro,
se aproxima o pai

Não existe terra à vista, nem mar no horizonte
o céu é cinza porque os olhos não diferem o amor
nem o cheiro já ocre de seu perfume
a me inebriar as narinas,
nem suas mãos sentidas na calada da noite,
em turvas lembranças

Dizer seu nome é dor
nesse deserto que se espreita,
sofro como um vegetariano em uma província toda ela carnívora,
um escritor sem as compostas palavras

Durezas e verdades são ditas:
na constante do tempo que se repete,
essa perda inexorável é sempre vívida
e a dor, como só ela do amor tem,
é expurgante do próprio amor
que um dia, quem me dera, vem.


sábado, 20 de junho de 2015

Ponto. Início de parágrafo.

A raiva é a força propulsora, ela mobiliza. Não obstante os monges a conduzem alegres de saber o seu enorme potencial. Não há preconceito, não há cela. Não há culpa alguma. Soltei a raiva que havia na garganta, lavei a alma. As lágrimas que percorreram o rosto formaram esse rio que move moinhos.
Iniciei as buscas: novas diretrizes e janelas para outros olhares.
Disseram-me que eu veria meu pequeno monte verde da jaula que me enclausuraram. Cansada desses muros cinzas, explodi.
Pensei inicialmente em retomar à algumas velhas dúvidas unicamente para me livrar também delas.
Nessa terra de ir, o meu caminho desencontra o meu passado e o misterioso porvir é meu amigo.
Viro as costas com a raiva que me mobiliza e levo já um sorriso dos melhores nos lábios.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"


Compositor: José Régio

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ana Karina Martins




Você passou por tanto em tão pouco. Fez importância a tanta gente, constituiu parte do meu ser, o que sou, o que nossos amigos em comum são e também a toda essa gente que não conheci mas que você igualmente tocou. Suas lutas, suas disputas, suas amarguras e amores, cheiros e sabores. Deu a volta por cima, sossegue mesmo.

A deusa lhe aconchegue, o deus a guarde, os pássaros musicalizem a sua partida, o vento ressoe em seus cabelos para que seu perfume se espalhe por todas as dimensões e a saudade seja ato involuntário sempre positivo, os seus a recebam de braços abertos, as nossas lágrimas cristalizem para refletir o seu inverno mais azul. Vai com deus, vai em paz, meu amor, vai com os seres encantados da floresta, com os anjos, vai com amor. Com amor.

Assim seja.
Até logo.

+ 4/05/2015 - segunda-feira

sábado, 2 de maio de 2015

Carta a você.


Tive uma vontade enorme de te chamar para um reencontro. Sentar na praça contigo, esbanjar sorrisos enquanto os dedos das mãos se movem tímidos. Poderia ser uma mesa de bar. Um café para mim, uma Heineken para ela, por favor garçom – e frases do tipo.
Sentar à margem do rio já bastaria. Poderíamos conversar por horas ou olhar-nos por alguns minutos e permanecer em silêncio nos momentos subsequentes. Pouco importaria se choveria no dia seguinte, quem quer saber do tempo é porque se perdeu entre um verbo e outro e isso não nos cabe de nenhuma maneira. Ao menos nunca nos coube.
Queria mesmo saber quem é você e por onde anda. O que tem feito de sua vida. Poderia contar um bocado da minha, caso você desejasse.

A verdade é que essa vontade lateja em mim há bastante tempo. Isso porque mudei a ótica do amor que dizíamos sentir. Mudei muitas coisas, aliás. Outras conjeturas me ocupam a mente, confesso, mas retomar a algumas perguntas não respondidas me traria clareza aos dias atuais – para parar de amontoar dúvidas e libertar a vida disso. Pensei também no seu lado, será que não lhe faz falta alguma a ausência de porquês? Não para retomar qualquer coisa – não, nada disso. Mas para limpar esse amontoado de perguntas que empurramos aos cantos da vida.

Eu não tenho mais o seu telefone. Tampouco e-mail. Há um, é verdade, mas creio que você não responde mais nele.
Se algum dia você vir aqui e ler isto, e intuir que é para você, por favor me chama em off. Deixe seu telefone. Pode deixar uma nota ou até uma flor na minha varanda. Na janela, sabemos, você jamais viria. Mas sem muito: apenas você e suas desculpas conhecidas. Já é tudo ensaiado, tudo esperado.

Apenas o que não se espera é que você reconheça nisso um convite. Por isso esclareço: é.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

when you come close I just tremble
and everytime, everytime you go

it's like a knife that cuts right through my soul

quinta-feira, 9 de abril de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

desafeto, desabafo, demérito

De um lado, o azuis que prometem fazer sangrar os vermelhos. Do outro, os desembestados que apoiam tão ostensiva declaração de violência e a reconhecem como verdade única e inquestionável

Essa falta de diálogo que se impõe com batuques em panelas e bandeiras militares, com a premissa da ordem e do progresso, ainda fará sangrar tanta gente, que raros são aqueles conscientes verdadeiramente da História "democrática" do País.
Ouço ainda o drama humano submetido à sua hipocrisia mais cega, seu comportamento mais vil, sua aniquilação na discriminação de sua interculturalidade.

Esse país acaba aqui, com tanta "razão". - É isso, "produção"?

https://www.youtube.com/watch?v=PZqQxZ3rVtc

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Another Love

I wanna take you somewhere
So you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring

And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose

And I'd sing a ong, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up

I wanna sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry, I wanna fall in love

But all my tears have been used up
On another love, another love

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Hoje não.

Reúno forças absorta numa bolha aonde as indagações agora são todas minhas:
- ser forte significa ficar ou partir?
Juro que outrora eu tinha a resposta.

(...)