quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

la dernière fois que je chante pour toi.

You know I'm bad at communication
It's hardest thing for me to do
And they say it's the most important part
That relationships go through
And I gave it all away just, so I could say that
Well, I know, I know, I know, I know
That you're gonna be okay anyway
You know there's no rhyme or reason
For the way you turned out to be
I didn't go and try to change my mind, not intentionally
I know it's hard to hear me say it
But I can't bear to stay and
I just know, I know, I know, I know
That you're gonna be okay anyway

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

I wish my name was clementine

We were young
We were young
We were young we didn't care
Is it gone
Is it gone
Is it floating in the air?
I changed my mind
I changed my mind
Now i'm feeling different

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

a queda do anjo.

Disse-me o amor, em caso de afogamento respiração boca-a-boca.

afoguei-me. 

O corpo transita leve nesse mar, 
rendido ao cansaço das impossibilidades, esse que cerra as pálpebras, 
a boca, a saliva, as mãos alvas, aprisionado à inexistência.
Nem forças para detê-las, as correntes, nem para afundar este corpo de vez sobre o sal que me sustenta.

De modo que pairo, quase levianamente, rente ao mar que me queima
em seu frio torpor.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

uma vez eu tive uma ilusão e não soube o que fazer com ela

Ela está trancada dentro de seu próprio coração, não há ninguém que consegue tirá-la de sua devoção.
A folha de papel ainda está em branco, esperando que dela venham todos os sentidos,
em todas as direções. Mas a vias são contrárias, os olhos estão umedecidos, os lábios cerrados e nada, nada mais se ouve, nesta sala ou noutra sala, qualquer lugar, a não ser seu pedido mais lento, sussurrado em silêncio, feito tenebroso desmaio.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

monologando

- Não é irônico que te peçam para agir de um jeito, que normalmente não agem?
- A hipocrisia não é irônica. Não tem espaço pra sarcasmo nessa imaturidade, deixe disso, esqueça isso.
- Sabe, eu sinto que isso se torna - até certo ponto - irreversível.
- Sim, eu sei, eu me conheço bem.
- Como sou idiota por atender aos pedidos de outrem - ou mesmo manter a calma quando esses "pedidos", críticas e reclamações  me agridem demais.
- Sim, idiota tem sido pouco pra você.
- Vamos fazer um trato.
- Mais um, camarada?
- Não terei ninguém para agradar tolamente. Essa estória de exercer paciência, amabilidade e sei lá mais o quê acaba aqui.
- Apenas não te torne intolerante. Lembra que tivesses um amigo assim. Lembra o quanto foi ruim passar por isso. Do resto tens direito a tudo.
- Não, não. Temo também isto, seria hipocrisia se eu praticasse isso conscientemente. Mas vou ser desagradável quando tiver de ser - porque, sabe - de uma forma ou de outra as pessoas sempre culparão o próximo, nunca a si mesmas, nunca se enxergarão nem em si nem nos demais... Então se é para que eu seja má, que seja com gosto.
- Não seja má. Apenas não seja idiota.

- Foi isso que quis dizer. Acaba aqui.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

I'm no fool

Are you gone and onto someone new? I need somewhere to hang my head. Without your noose. You gave me something that I didn't have. But had no use. I was too weak to give in. Too strong to lose. My heart is under arrest again. But I break loose. My head is giving me life or death. But I can't choose. I swear I'll never give in I refuse. ... I've got another confession, my friend, I'm no fool. I'm getting tired of starting again, somewhere new

terça-feira, 6 de agosto de 2013

e por fim, que é começo, o amor.

terça-feira, 30 de julho de 2013

.

você está vendo tudo o que não coube aqui

segunda-feira, 10 de junho de 2013





Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free


Society, you're a crazy breed

Hope you're not lonely without me...


When you want more than you have

You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space


Society, you're a crazy breed

Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...


There's those thinking, more-or-less, less is more

But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...


Society, you're a crazy breed

Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...


Society, have mercy on me

Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

querido amigo,


por favor torne a escrever.
Já faz meses que a gente se falou a última vez.
Não é preciso dizer nada espetacular, mas é preciso que você me diga que ainda está aí.
As coisas aqui, sem você, não são as mesmas, jamais seriam.Acho que pelo menos uma vez por semana eu me questiono o porquê de levar uma vida morna. Sinto como se estivesse sempre prestes a uma mudança radical, mas penso muito em minha mãe. Penso como a amo de verdade e como ela iria encarar a estória.
Sabe o McCandless? Então, penso em algo do tipo. Sinto uma falta absurda de sentar no banco da praça e fumar aquele cigarro contigo, tendo todo o tempo do mundo no cair da noite. Sinto falta do nosso abraço eterno, do nosso cheiro, dos nossos livros, de nossos corpos magros se rendendo ao cansaço da extrema  poesia.
Na real não sei o que falar quando tudo em mim é só saudade. No fundo, tô sendo extremista. Há muitas coisas boas acontecendo também. A gente tem uma tendência suicida de achar tudo ruim quando algo não está bem. Desculpa, vai. Não há orgulho nenhum nisso. Hoje tô saindo pelas ruas, acendendo todos os cigarros do mundo. Tô explodindo. Tô morrendo os meus dias.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

eu tive um sonho, que era apenas um sonho


Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha...

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

[Olavo Bilac]

sexta-feira, 15 de março de 2013

hold on

ele comprou uma bicicleta,
mas resolveu casar.
ela usou o bambolê,
mas sem que todos percebessem
começou a andar de bicicleta


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

[Fernando Pessoa]

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

incompleto.


é sim, é sim, deixa eu te dizer como estão as coisas aqui dentro com a tua saída. Toma um dos teus cigarros e acende para que eu fume contigo toda esta carteira antes que a noite acabe.

Parece que foi ontem, é, eu bem sei que tu bem sabes. Foi ontem que a gente sorriu brilhando lá fora, nossas bocas e nossos sorrisos, nossa cumplicidade surpresa, nosso abraço-refúgio. Mas essa voz marejada, esse olhar vacilante de agora na direção daquela cadeira que era tua, tão me deixando quase certa de que parece que já muito tempo passou desde que você se foi e deixou aquele lugar lá, vazio de você.

É, continuas lacerando, ainda que não de presenças puras, com os sorrisos matinais, os bom-dias estranhos, sonolentos e discretamente surpresos, mas continuas, vai.
Calma, segura firme esse cigarro entre os lábios. Não é chegada ainda a hora da mudez absoluta.
Quero te dizer agora, pra não dizer daqui a dez, quinze anos, quando nos esbarrarmos e nos estranharmos tanto.

Deixa eu te contar de novo.

Eu estava percorrendo com os olhos os locais aonde dispusemos todo aquele vento de novidade. Ali fora, onde sentamos tantas vezes, vez ou outra ainda senta lá a nossa imagem e fica reluzindo à luz do crepúsculo. Tanto que quando passo, me pergunto se há mais simplicidade do que aquelas cenas ali compartilhadas, tão bem enraizadas naquele banco que se entrega ao tempo.
Eu sei que na sorte de poder ainda te ver se distanciando, tomar esse rumo que é tão seu, deixei também o meu vento soprar pra outra direção, fechando aquela janela, abrindo outra porta-de-passeio. Nos momentos de calmaria ainda retorno ao banco e vejo teu corpo pequeno ali, divisando o rio, com teus enormes cabelos perfumando a cena, mas percebo que comecei a passar mais tempo longe dele tão logo notei que nossos últimos abraços ficaram marcados demais pra eu aceitar não te ver tão cedo de novo...


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ponto e vírgula


queria que soubesses apenas o essencial:
o quanto sou grata por ter participado de tua vida
o quanto aprendi e ainda aprenderei com o que convivemos.


The trunk is filled with records
 And books and tears and clothes
 I'm smiling on the surface
 I'm scared as hell below
And the rear view could picture
 What we leave behind
 Drive darling, drive darling,
 Drive darling, drive darling, drive