sexta-feira, 4 de maio de 2012

Se quer poesia na palavra dita,



vou dizer-lhe como Ela compunha toda a minha vida:
- seu corpo todo era ritmo lento, cujo nome fazia arder o peito. Perdi toda a saliva, umedeci o rosto inteiro, era sol que ardia no inverno, de fazer frio no corpo inteiro. 
[...]
Debrucei-me sobre o caderno envelhecido de onde os versos vinham a dar voltas no pensamento, escolhi para mim
as últimas sílabas compostas: a música que dali ouvi um dia se converteu em gesto e prosa
e perdi de novo toda a noção do tempo quando soprou aquele vento pronto pra mudar tudo de novo, começar tudo de novo, revirar tudo de novo.

2 comentários:

Rodrigo Oliveira disse...

esse vento que vem
e venta
tenta e vira
e revolta.

qdo vai, deixa a gente todo em torvelinho.

Sweet Sirius disse...

é compreensível.