quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim

 
 Para A.L.

Ouça como eu ouço esta canção. Isso, vou te contar o quanto eu sei que a cada dia você vai andar mais os meus passos e que as minhas palavras serão como suas palavras, saindo daí e repercutindo e se estranhando, modificando-se nesse laborioso processo de descaracterizar-se para atingir um ser, uma somatória, um item que agora desconheço e que me foge a imaginação costumeira.
Quando falarem de ti, e enquanto o fazem agora, sabemos que não dimensionamos a quem se referem por exato, quisá saberão os falantes. 
Vou te confessar, explicar que não há exclusividade nisso, dentro do que somos para os outros, nem um pouquinho.
 Mas se eu parasse para pensar mais que viver esses dias no ímpeto do respiro, ao teu lado, não saberia dizer ao certo onde é que começa o que você termina, que eu já tenha descomeçado e mesmo assim nessas horas de desencaixe a exclusividade surge como um mar tempestuoso.

Então ouve, é claro que somos cada qual uma semente,  pássaros rasando o horizonte, duas direções independentes que por hora se sobrepõe. Ouve essa música como você ouve e anda do meu lado pelo tempo que tiver de andar, eu sei que nessas noites frias as nossas confissões de amor serão como um hino, uma mesma língua, essa música que eu ouço como tu a ouves, sem o notar, assim na respiração do momento.

2 comentários:

Gisélle disse...

Parece que foi escrito em Paris...

Aline C. Lovatel disse...

Teu cheiro eu levo feito mancha na roupa... que não lavo não. Sou alvo pros teus olhos claros parecidos com esta estação...